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Escola Kanindé
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Trabalhamos com amor,
fortes, firmes e de pé
essa e agricultura de
subsistência do nosso
povo kanindé.
Só, se, falta se perder
no meio da plantação,
plantamos, milho,fava
e feijão pra nossa
alimentação.
As crianças animadas na
colheita do feijão, comendo
milho e pamonha na
maior animação
encostados no fogão.
A velha panela de barro
já no fogo a ferver, o milho
em cima da brasa que dar
gosto de se ver menino lambendo
o beiço so esperando comer.
o pai sai com a enxada cachorro
latindo a traz, vai procurando as
caças de um jeito bem voraz
se brigar com o cachorro ele
volta para traz.
O jumento e levado para auxiliar
no transporte seja do agricultor ou de
uma carga de porte seja lenha ou
legumes ele e quem faz o
transporte.
Reginaldo Professor da escola Kanindé
Agricultura de subsistência



Agricultura de subsistência
A agricultura de subsistência é aquela em que, basicamente, a plantação é feita geralmente em pequenas propriedades e a finalidade principal é a sobrevivência do agricultor e de sua família, não para a venda dos produtos excedentes, em contraposição à agricultura comercial.
Desde a chegado dos índios kanindé de Aratuba na comunidade Fernandes em 1915 que a comunidade tem como fonte de renda a agricultura de subsistência onde basicamente toda a comunidade retira da terra seu próprio alimento durante um período a comunidade passou a trabalhar com a plantação de verduras como cenoura que prejudicou muito o solo e deixou algumas áreas muito degradadas essa forma de trabalho foi implantada por pessoas que não se preocupavam com o solo e por muito tempo praticaram essa atividade na comunidade ate que o solo ficou fraco. Durante alguns anos as verduras foram uma boa fonte de renda mais depois a produção diminuiu dando apenas prejuízo pois o solo não tinha mais condições para a produção.
Hoje a comunidade sobrevive apenas das agricultura de subsistência que e praticada em uma área de aproximadamente 150 hectares onde as pessoas plantam no sistema de capoeira: brocam,queimam e fazem plantações durante dois ou três anos após esse período deixam a área em repouso. No ano de 1996 aconteceu um conflito com os agricultores da fazenda alegre por causa de uma área de 300 hectares de terra onde era utilizado por nosso povo para a agricultura essa área e chamada de “GIA” onde plantávamos em sistemas de coletivos, o local já era utilizado pelos mais velhos da comunidade foi um grande conflito chegando a haver ate ameaças de morte pois os agricultores do alegre começaram a abrir piques (locais para passar cercas) sem nenhuma comunicação estavam cercando nosso território daí a comunidade se mobilizou e foi defender seu território inclusive armados com o apoio de outros povos indígenas como os Tremenbes de almofala com muita força e luta conseguimos não deixamos eles tomarem o que já era nosso. Hoje essa área tem uma parte destinada a reserva e outra para a agricultura, se não fosse esta grande conquista não teríamos onde plantar e nem como sobreviver fisicamente nem culturalmente
A agricultura e praticada por todas as famílias da comunidade e os pais repassam para os filhos desde pequenos, dessa forma repassam a cultura do povo e ensinam as técnicas de cultivo. A agricultura praticada por nosso povo e uma agricultura baseada apenas no trabalho braçal,utilizam ferramentas como enxadas,foices,etc.
No período de inverno a rotina e sempre a mesma acordam cedinho, as cinco horas ou mais cedo para prepara a merenda e fazer o café logo após saem para o roçado muitas vezes levam um jumento para seu transporte ou trazerem lenha. Os meninos maiores as vezes acompanham o pai e o ajudam no plantio sempre o pai avisa a quantidade certa de sementes a serem plantadas de acordo com o terreno ou os tipos de sementes como a fava e o milho na mesma cova que serra verificado assim que as sementes germinarem se o plantio foi feito corretamente as mães ficam fazendo o
almoço mais as vezes também acompanham o esposo, no roçado alguns mais experientes se baseiam através sol para saber a hora de ir para casa.
O plantio depende do inverno que se inicia em janeiro,fevereiro ou março, mês que e comemorado o dia de são José padroeiro da comunidade onde as pessoas tem bastante devoção, segundo os mais velhos, se chover no dia 19 de março, dia do padroeiro e sinal que o inverno serra bom e a produção sera suficiente para o próximo ano Além disso os mais velhos da comunidade se baseiam em experiências através da observação da natureza como as formigas de asa, as floração de plantas como os pódarcos roxo e amarelo,o mandacaru entre outras experiências
Os alimentos produzidos na comunidade são a fava,milho, feijão,arroz elementos básicos da alimentação do povo kanindé, outros alimentos são comprados na cidade distante 5km da comunidade.
Segundo os mais velhos da antes se plantava pouco e se colhia o suficiente para se alimentar ate o prossimo inverno pois a fatura era grande e as pessoas viviam somente da agricultura não tinha nem tempo de estudar pois era de casa para a roça alguns com muito sacrifício chegavam a 5ª serie.
Para os mais velhos a agricultura e uma forma de valorizar a cultura de nosso povo mais a maioria dos jovens não valorizam esse trabalho e muito menos os estudos segundo seu Maciel pajé da aldeia no seu tempo não se tinha facilidades como hoje e os jovens não aproveitam as oportunidades.
texto escrito e digitado por alunos
terça-feira, 19 de outubro de 2010
José Lopes poeta kanindé

1
Atenção dona Maria
Preste atenção seu José
Pra uma historia verídica
De um povo de muita fé
Com muito prazer eu digo
Que a revista caros amigos
Falou dos índios Kanindé.
2
Esse belo público
Destaca o Canindé
Pro siga em escutar
Que vou dizer quem ele é
No século XVII e viveu
E era costume do povo seu
Usar o nome de cacique e de pajé.
3
Canindé era o nome do chefe
Afirmado por muita gente
Diz a jornalista Fernanda
Autora do fascículo realmente
São descendentes dos Janduís
Algumas partes do país
Rio grande principalmente.
4
Essa luta vem de longe
E não pode parar não
Somos dependentes de Izaque
De Jacó e de Abraão
Quando aceitamos a fé
Somos índios Canindés
Nesse pedaço de chão.
5
Segundo os holandeses
E o povo de Portugal
Entre séculos XVII e XVIII
Essa história é real
A segura Francisco Karan pesquisador
Que era um povo lutador
Canindé o seu líder afinal.
6
O padre Neri Feitosa
Fala também a respeito
Que os Canindés e jenipapo
Falam do mesmo jeito
No sertão do Curú
Quixeramobim e Banabuiú
Seu trabalho era perfeito.
7
A nossa etnia é formada
Por esse povo de fé
Na serra da Gameleira
No sertão de Canindé
E sitio Fernandes Aratuba
Serra de Baturité.
8
Em 1995
Foi conquistada a terra da gia
Desapropriada pelo INCRA
Para a nossa Etnia
Em 1996
Foi conquista outra vez
Iniciativa de José Maria
9
Quem será o José Maria?
O chefe lá do museu
Que recebe com alegria
Todo dia o povo seu
É um cabra fora do serio
Conhecido por Sotero
Em toda nossa etnia.
10
Agora vou terminar
Com minha participação
Sou feliz em estar
Junto com esse povão
Mais conquista nos teremos
Se nós lutaremos
Em uma só união.
11
Agradeço a Terezinha
Que me deu esse valor
Ao Elenilson e ao Cícero
Ao Sotero e ao Senhor
Que me deu esse momento
Nesse grande evento
Para o poeta escritor.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Este video mostra a emoção de cacique sotero na primeira etapa do curso de formação superior para professores indígenas no estado do ceará, onde ele afirma ter sido ameaçado de morte varias vezes e afirma que morerar lutando pela libertação e reconhecimento de seu povo e em especial os professores com a ardua missão de juntos com os velhos da aldeia escreverem uma nova história para os pequenos da aldeia
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
MISI PITAKAJÁ
A disciplina de gestão e organização foi ministrada por Raimunda Sonha Nobre Silva dos Santos que norteou as discuções e atividades acadêmicas fundamentada nos seguites principios:
O Povo Indígena tem um modo próprio de pensar a vida e a morte, de se relacionar com a natureza, de viver e consequentemente de fazer sua cultura e realizar a educação. A Educação Escolar é um instrumento de leitura e de inserção no mundo moderno, pela aprendizagem das diversas linguagens, em defesa de sua gente e pela luta de seus objetivos, principalmente pela demarcação de suas terrras. Os saberes e os conhecimentos repassados pelos mais velhos ocupam o espaço mais importante na sistematização do ensino, quando os professores indígenas melhor compreendem e repassam para os alunos e assim reforçam a luta, fortalecem a cultura, recriam os costumes e tradições indígenas. A a disciplina Gestão e Organizaçao Escolar vem contribuir com a compreensão dessa realidade vivida pelas comunidades, que são as escolas indígenas, na formação e informações dos professores cursistas na compreensão da instituição escolar e de como estes povos estão se recriando na troca de seus saberes e construindo uma escola diferenciada a partir de sua matrizes culturais. o interesante é como foi dismiusada a disciplia, com a metodologia de trabalho usada pela professora, de se observar uma farinhada isso mesmo uma farinhada, os alunos obsevaram os processo de fabricaçao da farinha dentro da aldeia do povo Jenipapo, para depois traça um paralelo com a gestão da farinhada e agestão das escola indígenas, vendo a distribuição de atividades e gestão de pessoas e recursos.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
O TORÉ
Fazendo uma analise do toré de antigamente para o de hoje em dia percebemos que não mudou praticamente nada! Apenas praticados mais por alunos menores e pelos adultos quando tem um evento importante. E os únicos instrumentos usados na prática do dia a dia são a Maraca e o tambor.
Se a maioria dos tambores de pele apresenta a fixação por meio de compressão à tribo Tremembé, do rio capim, usa o torno, mesma técnica usada por tribos africanas, o que parece indicar influência negra, e a influência existe, no entanto, o elemento estranho parece indicar mais interinfluência, pois se do negro o índio assimilou entre outras a confecção do tambor no caso citado, do índio a comunidade negras localizadas na área aborígine adotou todo um sistema de vida, como observou Daycy Ribeiro. Os instrumentos de percussão são os mais variados. De início, o simples bater o pé marca o som e o ritmo nas danças. É a forma mais primitiva e natural.
Já o instrumento da maraca Surgem os maracás, feitos geralmente de cabaças e que são decoradas com ranhuras, pirogravuras, plumas e penas coloridas. Outros são feitos de caramujos, ovos de jacaré e ema, bem como de carapaças de tartaruguinha. Existem, ainda, os maracás tubulares, feitos de taboca e recobertos de esteiras. Os chocalhos em fieira são confeccionados de sementes, cocos, cascos de veado, porco e anta, sendo também usados como cintos e ligas. É um instrumento que sinaliza o poder espiritual. Há diversas variantes, consistindo às vezes de uma cabaça oca repleta de pedrinhas ou sementes e colocada na extremidade de um pau. Por vezes se apresenta com dois cabos. Pode ser enfeitado com penas ou pinturas, bem como com trançados de palha, com a qual também podem ser confeccionados.
Já antigamente as mulheres usavam roupas, ou seja, vestidos compridos com mangas longas e também tinha as saias longas.
O PROFUNDO SENTIDO DE DEUS
Entrando na questão religiosa, analisamos a idéia de Deus perpassa todas as religiões indígenas. Muitos desses povos têm a noção de um Deus criador, mas de um Deus que cria e, em seguida, se afasta, intervindo no mundo através de entidades espirituais ou heróis civilizadores, isto é, humanos com grandes poderes. Outras vezes esse herói é também o ancestral de um povo.
Para os Tupinambás, povo que ocupou grandes áreas da costa brasileira, Deus criador era chamado de Monã, que significa o ancião. Criou o céu, a terra, os homens e tudo o que existe. Devido à maldade dos homens destruiu essa primeira terra pelo fogo. Houve apenas um sobrevivente, Maíra Mona, que pediu que a restaurasse. Uma grande chuva apagou o incêndio, surgindo aí uma nova terra. Um conflito entre dois irmãos — Tamoindaré e Arikuté, descendentes de Maíra-Monã –, desencadeou uma nova catástrofe, um dilúvio, que destruiu novamente a terra. Salvaram-se apenas esses dois irmãos, com suas esposas, porque conseguiram subir em cima de uma palmeira e de um jenipapeiro. De Tamoindaré descendem os Taupinambá e de Arikuté, descendem os Temiminó e isso explica porque até hoje são inimigos. Os Guaranis chamam o Deus pelo nome de Nhanderu, o nosso primeiro pai. Foi ele quem dispersou as trevas primordiais com a luz de sua sabedoria.
Já os Kanindés de Aratuba, tinham como Deus a natureza, o sol, a luz, a mata e etc. Também com a influência dos jesuítas em nosso meio e através do passar dos anos, foram sendo catequizados os índios que nossa forma de adorarem não era de maneira correta e, aí fomos induzidos a crer no Deus da Igreja Católica Apostólica Romana, o que difere tudo o que havíamos aprendido antes.
Participam dos festejos a São José no mês de Março de cada ano; das novenas; das missas; dos terços que são realizados na comunidade.