terça-feira, 19 de outubro de 2010

José Lopes poeta kanindé


1

Atenção dona Maria

Preste atenção seu José

Pra uma historia verídica

De um povo de muita fé

Com muito prazer eu digo

Que a revista caros amigos

Falou dos índios Kanindé.

2

Esse belo público

Destaca o Canindé

Pro siga em escutar

Que vou dizer quem ele é

No século XVII e viveu

E era costume do povo seu

Usar o nome de cacique e de pajé.

3

Canindé era o nome do chefe

Afirmado por muita gente

Diz a jornalista Fernanda

Autora do fascículo realmente

São descendentes dos Janduís

Algumas partes do país

Rio grande principalmente.

4

Essa luta vem de longe

E não pode parar não

Somos dependentes de Izaque

De Jacó e de Abraão

Quando aceitamos a fé

Somos índios Canindés

Nesse pedaço de chão.

5

Segundo os holandeses

E o povo de Portugal

Entre séculos XVII e XVIII

Essa história é real

A segura Francisco Karan pesquisador

Que era um povo lutador

Canindé o seu líder afinal.

6

O padre Neri Feitosa

Fala também a respeito

Que os Canindés e jenipapo

Falam do mesmo jeito

No sertão do Curú

Quixeramobim e Banabuiú

Seu trabalho era perfeito.

7

A nossa etnia é formada

Por esse povo de fé

Na serra da Gameleira

No sertão de Canindé

E sitio Fernandes Aratuba

Serra de Baturité.

8

Em 1995

Foi conquistada a terra da gia

Desapropriada pelo INCRA

Para a nossa Etnia

Em 1996

Foi conquista outra vez

Iniciativa de José Maria

9

Quem será o José Maria?

O chefe lá do museu

Que recebe com alegria

Todo dia o povo seu

É um cabra fora do serio

Conhecido por Sotero

Em toda nossa etnia.

10

Agora vou terminar

Com minha participação

Sou feliz em estar

Junto com esse povão

Mais conquista nos teremos

Se nós lutaremos

Em uma só união.

11

Agradeço a Terezinha

Que me deu esse valor

Ao Elenilson e ao Cícero

Ao Sotero e ao Senhor

Que me deu esse momento

Nesse grande evento

Para o poeta escritor.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Este video mostra a emoção de cacique sotero na primeira etapa do curso de formação superior para professores indígenas no estado do ceará, onde ele afirma ter sido ameaçado de morte varias vezes e afirma que morerar lutando pela libertação e reconhecimento de seu povo e em especial os professores com a ardua missão de juntos com os velhos da aldeia escreverem uma nova história para os pequenos da aldeia

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

MISI PITAKAJÁ






Aconteceu na segunda semana de setembro a 2º etapa do curso superior para professores indígenas o MISI PITAKAJÁ, na escola do povo Jenipapo em Aquiraz onde foi trabalhado duas disciplinas. Povos Indigenas nas americas no Brasil e Ceará e tambem gestão e organização escolar dos povos envolvidos na formação.

A disciplina de gestão e organização foi ministrada por Raimunda Sonha Nobre Silva dos Santos que norteou as discuções e atividades acadêmicas fundamentada nos seguites principios:
O Povo Indígena tem um modo próprio de pensar a vida e a morte, de se relacionar com a natureza, de viver e consequentemente de fazer sua cultura e realizar a educação. A Educação Escolar é um instrumento de leitura e de inserção no mundo moderno, pela aprendizagem das diversas linguagens, em defesa de sua gente e pela luta de seus objetivos, principalmente pela demarcação de suas terrras. Os saberes e os conhecimentos repassados pelos mais velhos ocupam o espaço mais importante na sistematização do ensino, quando os professores indígenas melhor compreendem e repassam para os alunos e assim reforçam a luta, fortalecem a cultura, recriam os costumes e tradições indígenas. A a disciplina Gestão e Organizaçao Escolar vem contribuir com a compreensão dessa realidade vivida pelas comunidades, que são as escolas indígenas, na formação e informações dos professores cursistas na compreensão da instituição escolar e de como estes povos estão se recriando na troca de seus saberes e construindo uma escola diferenciada a partir de sua matrizes culturais. o interesante é como foi dismiusada a disciplia, com a metodologia de trabalho usada pela professora, de se observar uma farinhada isso mesmo uma farinhada, os alunos obsevaram os processo de fabricaçao da farinha dentro da aldeia do povo Jenipapo, para depois traça um paralelo com a gestão da farinhada e agestão das escola indígenas, vendo a distribuição de atividades e gestão de pessoas e recursos.




terça-feira, 21 de setembro de 2010

O TORÉ










O Toré para o povo indígena é uma dança que inclui também práticas religiosas secretas, às quais só os índios têm acesso. Por exemplo, o toré é uma dança realizada ao ar livre por homens e mulheres que, formam um grande círculo que gira em torno do centro. e giram em torno de si próprio, pisando fortemente o solo, marcando o ritmo da dança, acompanhado por maracas e pelo coro de vozes dos dançarinos, que declamam versos de difícil compreensão, puxados pelo guia do grupo, O objetivo do ritual do toré é a comunicação com os encantos ou encantados, que vivem no reino dos encatados. – Um dos rituais sagrados é o toré, e pode ser praticados ou celebrados e com função religiosa, de penitência, resgate dos antepassados e relação com a natureza. na aldeia Kanindé o toré tem sido realizado com os alunos antes de iniciar as aulas todos os dias
Dançamos o toré porque ela representa o caminho para despertar a consciência cósmica para a paz. Além disso, é símbolo da resistência indígena no Nordeste, unindo povos das aldeias e as tribos. Seus cantos apresentam parte da cultura autóctone dos povos, e representam culturas específicas que resistem histórica e socialmente. O toré serve para expressa contentamento, sobre diferentes aspectos como: festas religiosas, louvação aos encantados, recepção a personalidades ilustres, confraternização, casamentos, batizados e outros. É uma forma de manter viva não apenas a cultura, a magia e a mística da tribo, mas também da conquista do seu espaço e a preservação de seus costumes e de sua identidade diante de muitas lutas durante toda a história do Brasil.



O toré era dançado ao ar livre por homens e mulheres que, aos pares, formam um grande círculo que gira em torno do centro. Cada par, ao acompanhar os movimentos, gira em torno de si próprio, pisando fortemente o solo, marcando o ritmo da dança, acompanhado por maracás, gaitas, totens e amuletos e pelo coro de vozes dos dançarinos, que declamam versos de difícil compreensão, puxados pelo guia do grupo, no idioma da tribo.
Fazendo uma analise do toré de antigamente para o de hoje em dia percebemos que não mudou praticamente nada! Apenas praticados mais por alunos menores e pelos adultos quando tem um evento importante. E os únicos instrumentos usados na prática do dia a dia são a Maraca e o tambor.



Utilizam o tambor como instrumento o que é Um dos mais importantes instrumentos sonoros das culturas indígenas do Brasil por se relacionar com o lado prático, musical e religioso, desde a descoberta foram atestada a sua utilização pela população nativa. Como originais podemos apontar os tambores de madeira, tambor de tábua, tambor de tronco escavado, feito e moldados a fogo. Bastante conhecido é o tambor de água; que é um pequeno tambor usado na festa da Moça Nova. Poderíamos apontar alguns desses tambores, exemplo:



1 – Tambor Catuquinaru: É instrumento de sinalização, o tambor em si é um tronco de palmeira resistente, colocado verticalmente no solo e escavado de maneiras a abrir câmaras, nas quais são introduzidos vários materiais, como borracha, madeira, couro, mica em pó, fragmentos de ossos, areia fina, são seis as câmaras, em posição horizontal, de três em três, separadas por um espaço vazio, vertical. O instrumento é embutido numa escavação feita no chão. Aproximadamente até a metade de sua altura. A parte superior do tambor é coberta com borracha resistente; o mesmo faz com os dois lados da fossa. Nesta também há de lascas de madeira, couro cru e resina de várias árvores. A fossa é fechada com areia grossa.Percutem-se com uma maça cuja parte de contato, além de ser mais volumosa, ainda é coberta por camadas de borracha de couro.



2 – Tambor de fenda: É feito de uma tora de madeira avantajada (1m 42 X 1m23) escavado por meio de pedras incandescentes.



3 – Tambor de Carapaça: É feito da carapaça da tartaruga, é instrumento cerimonial, e faz parte



da festa da Moça Nova.



4 – Tambor de Cerâmica: Entre eles o tambor d´agua, que consiste num vaso de barro tendo a abertura fechada com couro, Izikowitz considera o tambor d´agua como um velho elemento de civilização, talvez representando um dos mais antigos tambores do mundo.



5 – Tambor de Pele: O instrumento dessa espécie é confeccionado com um cilindro de madeira leve ou mesmo pesada, curto ou afunilado, geralmente fechado de um lado só; a fixação dos materiais é feita por compressão, por meio de cipós ou mediante bastonetes.; fazem soar batendo com uma só baqueta, os velhos que assentados batucam com as mãos.
Se a maioria dos tambores de pele apresenta a fixação por meio de compressão à tribo Tremembé, do rio capim, usa o torno, mesma técnica usada por tribos africanas, o que parece indicar influência negra, e a influência existe, no entanto, o elemento estranho parece indicar mais interinfluência, pois se do negro o índio assimilou entre outras a confecção do tambor no caso citado, do índio a comunidade negras localizadas na área aborígine adotou todo um sistema de vida, como observou Daycy Ribeiro. Os instrumentos de percussão são os mais variados. De início, o simples bater o pé marca o som e o ritmo nas danças. É a forma mais primitiva e natural.
Já o instrumento da maraca Surgem os maracás, feitos geralmente de cabaças e que são decoradas com ranhuras, pirogravuras, plumas e penas coloridas. Outros são feitos de caramujos, ovos de jacaré e ema, bem como de carapaças de tartaruguinha. Existem, ainda, os maracás tubulares, feitos de taboca e recobertos de esteiras. Os chocalhos em fieira são confeccionados de sementes, cocos, cascos de veado, porco e anta, sendo também usados como cintos e ligas. É um instrumento que sinaliza o poder espiritual. Há diversas variantes, consistindo às vezes de uma cabaça oca repleta de pedrinhas ou sementes e colocada na extremidade de um pau. Por vezes se apresenta com dois cabos. Pode ser enfeitado com penas ou pinturas, bem como com trançados de palha, com a qual também podem ser confeccionados.






Há maracás em que a cabaça é substituída por esferas de madeira ou barro ou ainda: crânios de animais ou humanos. Apesar de servir para puxar a dança, o maracá é, sobretudo, um instrumento mágico usado pelos pagés para trazer os bons espíritos e se defender dos maus. O maracá dá o tom das pisadas e os índios dançam, em geral, em círculo.
Já antigamente as mulheres usavam roupas, ou seja, vestidos compridos com mangas longas e também tinha as saias longas.

O PROFUNDO SENTIDO DE DEUS
Entrando na questão religiosa, analisamos a idéia de Deus perpassa todas as religiões indígenas. Muitos desses povos têm a noção de um Deus criador, mas de um Deus que cria e, em seguida, se afasta, intervindo no mundo através de entidades espirituais ou heróis civilizadores, isto é, humanos com grandes poderes. Outras vezes esse herói é também o ancestral de um povo.
Para os Tupinambás, povo que ocupou grandes áreas da costa brasileira, Deus criador era chamado de Monã, que significa o ancião. Criou o céu, a terra, os homens e tudo o que existe. Devido à maldade dos homens destruiu essa primeira terra pelo fogo. Houve apenas um sobrevivente, Maíra Mona, que pediu que a restaurasse. Uma grande chuva apagou o incêndio, surgindo aí uma nova terra. Um conflito entre dois irmãos — Tamoindaré e Arikuté, descendentes de Maíra-Monã –, desencadeou uma nova catástrofe, um dilúvio, que destruiu novamente a terra. Salvaram-se apenas esses dois irmãos, com suas esposas, porque conseguiram subir em cima de uma palmeira e de um jenipapeiro. De Tamoindaré descendem os Taupinambá e de Arikuté, descendem os Temiminó e isso explica porque até hoje são inimigos. Os Guaranis chamam o Deus pelo nome de Nhanderu, o nosso primeiro pai. Foi ele quem dispersou as trevas primordiais com a luz de sua sabedoria.



Criou o mundo, colocando-o sobre duas traves cruzadas, que por sua vez são apoiadas sobre quatro palmeiras. No dia em que essas palmeiras desabarem, será o fim do mundo material. O presente mundo é apenas uma cópia ou sombra do verdadeiro mundo, que fica no Além. Por isso todo empenho dos Guaranis é alcançar o Yvy marã’ ei, a Terra sem Mal, onde as pessoas não envelhecem, onde não é preciso trabalhar, onde a caça já vem aos pés do caçador e onde não há sofrimento e nem morte. Muitas outras sociedades indígenas não possuem a idéia de um Deus criador, como é o caso do povo Xavante e dos povos de língua jê. Seus mitos de origem começam com um mundo já criado, havendo demiurgos que vão amparar e proteger os humanos. Entre outros povos há um mundo povoado por diferentes categorias de seres, com poderes muito diferenciados, que trazem benefícios e malefícios aos humanos.
Já os Kanindés de Aratuba, tinham como Deus a natureza, o sol, a luz, a mata e etc. Também com a influência dos jesuítas em nosso meio e através do passar dos anos, foram sendo catequizados os índios que nossa forma de adorarem não era de maneira correta e, aí fomos induzidos a crer no Deus da Igreja Católica Apostólica Romana, o que difere tudo o que havíamos aprendido antes.



Hoje em dia, a Comunidade Indígena Kanindé de Aratuba, tem em seu meio pessoas fortemente católicas, evangélicas e os que ainda acreditam em uma força espiritual capaz de realizar aquilo que eles desejam, ou seja, através de familiares ou conhecidos que já morreram.
Participam dos festejos a São José no mês de Março de cada ano; das novenas; das missas; dos terços que são realizados na comunidade.



Já em relação às Curadeiras e Resadeiras – Os alunos do quarto ano do fundamental I foram entrevistar a senhora Odete Fidélis da Silva, de 59 anos de idade (resadeira da comunidade), sentaram com ela e fizeram alguns questionamentos, e ela aos poucos foi respondendo. Falou que começou a rezar cedo demais. A mesma mencionou aprendeu a curar no pensamento dela e até um fato, por exemplo: havia um homem que estava sentindo muita dor de dente, pediu pra ela rezar nele e ela rezou. No outro dia ele voltou e falou que havia ficado bom daquela dor. Daí então foi vindo mais e mais gente pedir pra ela rezar nelas e ficou nisso até hoje em dia.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Desfile Sivico







No ultimo dia 4 a escola kanindé, levou uma representação de 30 alunos para o desfile de independencia na sede do municipio de aratuba, a escola levou o tema ASSEGURAR O DIREITO DOS POVOS INDIGENAS À SUA DIGNIDADE, ESPIRITUALIDADE, CONHECIMENTOS, TERRAS E RECURSOS.



Cada aluno Levou uma muda de planta para distribuí com os espectadores do desfile, afim de concintiza-los da presevação da nossa natureza, por que percebemos que só fazer nossa parte isolados dentro da aldeia não vai fazer tanta diferença, mais se juntos negros, indios, não indios estivermos unidos por um lugar saldavel para vivermos isso com certeza vai fazer a diferença não só para Aratuba mais para o mundo.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

MISI PITAKAJÁ

O tão esperado momento pelos professores indígenas, diretores e liderança chegou, o inicio do curso superior dos povos pitaguary, tapeba, kanindé, jenipapo e anacé terá inicio no proximo dia 09/08/2010 na escola chuí do povo pitaguary no municipio de maracanaú, esse momento era esperado com muito anceio pelas comunidades pois é um fato histórico no ceará e paras as escolas indígenas terem professores com formação especifica para atuarem dento das escolas de seu povo.
A primeira disciplina a ser estudada é antropologia e educação escolar indigena que será ministrada pelos professores Babi fonteles e Cleber Saraiva abaixo cronograma de trabalho da primeira etapa.

Descrição do Conteúdo/Unidades 5.1. Carga
Horária
64 h
 O surgimento da Antropologia enquanto ciência.
 O processo de criação e organização das escolas Pitaguary,
Tapeba, Kanindé, Jenipapo-Kanindé e Anacé nas várias
comunidades.
 Contribuições da Antropologia para a compreensão dos
processos políticos-pedagógicos próprios da educação escolar
indígena.
 A Antropologia e suas contribuições na organização de escolas
orientadas às lutas indígenas, especialmente, a luta pela terra.
 Atividades de tempo-comunidade.
6. Metodologia de Ensino
- Fazer exposição de alguns temas;
- Desenvolver atividades de estudo de grupo;
- Leitura e análise individual e/coletiva de textos;
- Sessões de vídeo;
- Elaboração de Relatórios de Aula com intuito de registrar o percurso teórico feito e os
conteúdos dos encontros (aulas);
- Elaboração de “diário de bordo” e outras produções intelectuais dos cursistas.
7. Atividades do Professor-Cursista
- Coordenação, secretaria e co-gestão acadêmica e administrativa da etapa (disciplina);
- Leitura individual e coletiva de textos;
- Trabalhos em grupos;
- Elaboração de relatórios diários, em duplas;
- Elaboração de “diário de bordo” individual dos estudos realizados;
- Elaboração de uma “Carta dos Pitaguary, Tapeba, Kanindé, Jenipapo-Kanindé e Anacé
sobre a Educação Escolar Diferenciada”;
- Revisão dos Currículos das escolas, incorporando as questões estudadas na Disciplina,
especialmente a relação entre educação escolar diferenciada e luta pela demarcação da
terra indígena.
8. Avaliação (em preparação)
1. Marco político-pedagógico:
A avaliação nesta Disciplina tem como marco político-pedagógico o incentivo à autonomia
d@ estudante, expressa na produção das atividades sugeridas, o diagnóstico e a possibilidade
de reelaboração das atividades sugeridas.
2. Atividades:
a. Relatório de Aula
b. Seminários
c. Diário de Bordo
d. Apresentação de uma proposta de Currículo das escolas, incorporando as
questões estudadas na Disciplina.

quarta-feira, 9 de junho de 2010











A escola Kanindé vive em toda segunda semana de cada mês o chamado tempo comunidade, onde os alunos ficam fora da escola e realizando trabalhos na comunidade no dia 08/06/2010 foi realizado um séminário proposto pelos alunos do 3º ao 5º ano do ensino fundamental, o seminário teve como tema indentificação histórica do povo kanindé e sugimento da luta pela terra, onde foi realizada palestras de lideres da comunidade, em determinado momento do seminário cacique sotero se emociona e chora em ver o nivel de desevolvimento dos alunos e fala que ta muito feliz em ver que a escola, a educação que ta sendo dado aos pequenos da aldeia está sendo realmente a esparerado por ele como chefe da nação Kanindé

domingo, 6 de junho de 2010

Rodas de Histórias






A escola promove junto com as lideranção rodas de historia ao redor da fugueira um constume antigo do povo kanindé de estarem reunidos para convesar e se organizar para a luta, mas hoje tem outro objetivo, o de repassar a história para os novos da aldeia as historias contadas pelos velhos são da origem do povo sua luta conquistas e caçadas, nesta roda foi abordado o tema caçadas onde estavam presente dois caçadores do povo kanindé que relataram suas caçadas em busca de alimentos.

sexta-feira, 4 de junho de 2010


O Índio Renato, da etnia Potiguara, toma posse, hoje, na Câmara de Vereadores do Município de Crateús
Crateús. Esta cidade está prestes a se tornar o primeiro Município do Ceará a ter um índio na Câmara dos Vereadores. Renato Gomes da Costa, conhecido e registrado como Índio Renato, ficou na primeira suplência da coligação "Crateús Feliz e de Todos" ao obter 639 votos, na última eleição. Com a licença do vereador Adriano das Flores, ele assumirá uma cadeira na Câmara. A posse acontece hoje, na Escola Diferenciada Raízes Indígenas.

Não é à toa que a posse acontecerá na Escola. É ali onde estudam muitas crianças e adolescentes, remanescentes dos indígenas das etnias Potiguar, Kalabaça, Kariri, Tabajaras e Tupinambá. É também onde Renato leciona e pratica, junto com sua mãe, Helena, que é a diretora, alguns rituais, como o toré, conhecida dança indígena. Além disso, é no Conjunto São José, local em que a escola é situada, onde reside grande parte dos 2.210 índios existentes em Crateús, cadastrados pela Funai.

Renato Gomes tem 34 anos, nasceu em Crateús e é descendente dos índios Potiguara, do vizinho município de Novo Oriente. Herdou da mãe o orgulho pela sua origem e a atuação no movimento indígena. Ela atuou durante muitos anos no movimento indígena e exerceu forte liderança junto ao seu povo. Atuou ainda nas Comunidades Eclesiais de Base, movimento da Igreja Católica, como coordenadora. Esteve, inclusive, nos idos de 80, na Europa divulgando a Teologia da Libertação.

Hoje ele é quem representa a família e o seu povo no movimento indígena. É o presidente da Associação Raízes Indígenas dos Potiguara em Crateús (Arinpoc) e é o coordenador da Articulação dos Povos Indígenas Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (Apoinme). Devido a essas funções viaja pelo Brasil inteiro. Como vereador, pretende representar o povo indígena especialmente, mas também toda a população de Crateús.

"Para mim será um grande aprendizado, serei um aluno", diz, referindo-se à sua inexperiência na política parlamentar. "E jamais esconderei as minhas origens, pois tenho orgulho das minhas raízes e da nossa cultura". Ele usa acessórios que lembram a cultura indígena, como colares, brincos, pulseiras, diariamente, e em ocasiões especiais o cocar.

O presidente da Câmara Municipal, Márcio Cavalcante, considera a posse um fato histórico: "Ter na Câmara representantes do povo é um grande avanço, importante para a democracia", declara ele.

O prefeito do município, Carlos Felipe Bezerra, diz que "está sendo restituído um direito histórico com os índios, que são os verdadeiros donos desta terra" e sobre a grande votação do Índio Renato diz que "por meio da organização e mobilização as comunidades e classes conseguem os seus direitos".

"É válido experimentar pessoas de outras raças e saberes, pois às vezes fazem mais pelo povo do que os que têm experiência", diz a vendedora Cleide Araújo. O povo indígena está feliz e aguardando com muita expectativa a posse do seu representante e também a sua atuação durante estes quatro meses. Eliane Sousa, remanescente dos Kalabaça, acredita que o Índio Renato irá representar com dignidade e competência a nova função. "Ele vai ajudar ainda mais o seu povo, pois já ajuda muito". A tupinambá Maria de Fátima Ferreira diz que todas as etnias são unidas e que "ele vai melhorar a nossa vida, tenho certeza". Sua mãe, Helena, está feliz, porém temerosa. "É novo em nossa vida e o desconhecido sempre dá um pouco de medo".

Com todas essas opiniões e expectativas, Renato continua sua vida normalmente: dá aulas todos os dias na Escola Indígena, cursa História pela Universidade Vale do Acaraú (UVA), faz seus contatos como líder no movimento indígena, cria, junto com a esposa, os dois filhos e nos fins de semana vai para a Mambira, aldeia dos Potiguara, no Distrito de Ibiapaba

terça-feira, 1 de junho de 2010

Indios kanindé




conselheiros tutelares do municipio de Aratuba, visitam escola do povo kanindé e ficam supresos por não existir nenhum tipo de problemas envolvendo crianças e adolecentes da escola, e parabenizam a escola e a comunidade por estarem conduzindo as crianças e os adolecentes pelo caminho do bem, garantido que sua estadia na escola seja para aprendizado e não um passa tempo. aproveitaram a orportunidade e realizaram uma palestra com os alunos falando dos direitos e deveres da criança e do adolecente.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

chamando mocó

O povo Kanindé até os dias atuais vive da agricultura de subsistencia este videos mostra como caçamos para ter carne na panela.


MUSEU DOS KANINDÉ

O museu surgiu em 1996, nós tinha medo de falar que eram índio por causa das ameaças que nós sofria. Nossos pais diziam que era índio, depois que nós chegamos passei muito tempo juntando todos tipos de coisas dos meus pais e outros índios, quando eu vim eu já tinha muitas coisas, arrumei um local reservado e comecei a expor os materiais.É importante porque ele representa a história de nossos antepassados e nele está exposto todos os fatos ocorridos, pois retrata a cultura e a existência de nosso povo.Desde o passado até os instrumentos de caça, dança, e parte dos animais caçados pela comunidade. As caças existentes como o peba, o mocó, tamanduá, girita, gavião, tejo e outros que são de nossas alimentação.Os animais estão no museu, mas não são vivos, pois tiramos o couro deles e colocamos algumas inseticidas fracas mesmo, que tira o mau cheiro e mata alguns insetos existente.
Cacique Sotero.



A escola do povo Kanindé no municipio de Aratuba é a numero um em alfabetização na idade certa da rede estadual de ensino do estado do ceará, isso mostra o compromisso das comunidades indígenas com o desevolvimentos de seus curumins, a participação dos pais no convivio escolar juntos com seus filhos a dedicação dos professores empenho dos alunos e a proposta pedagógica da escola andam juntas, isso tem garantido o bom desenpenho dos alunos da escola manoel francisco dos santos, escola do povo kanindé.


A nova pedagogia de ensino implatado pela escola vem trazendo com sigo o resgate dos valores da familia do respeito ao proximo, pois hoje a escola funciona com 3 semanas de aulas normais com os conteúdos basicos garantidos por lei e 1 semana em suas casas e na aldeia desenvolvendo projetos de pesquisas tuotorados por professores e os próprios pais, com o tempo divido em tempo escola e tempo comunidade dessa maneiras os alunos tem contado direto com a natureza os velhos da aldeia e as familias todos envolvidos na busca e fortalecimento da cultura do povo e educação de qualidade para seus filhos.


no tempo comunidade onde os alunos ficam fora da escola toda a comunidade se torna um grande laboratório de pesquisa, onde os alunos desenvolvem atividades relacionadas a costumes, creças, plantas médicinais, dança, religião, terra e natureza tudo em forma de projeto de pesquisa dentro da aldeia e no final os alunos apresentam relatórios das atividades desenvolvidas durante os trabalhos.




quarta-feira, 30 de setembro de 2009


Nomeado no diario oficial do estado do ceará no ultimo dia 15 de setembro, o diretor da escola indígena do povo kanindé de Aratuba, o jovens Elenilson Kanindé estudante de história de 24 anos ganha eleições com uma aceitação de 96% dos votos validos.

origens



ORIGEM DOS KANINDÉ
A origem histórica da etnia kanindé de Aratuba remonta ao chefe Canindé, principal da tribo dos janduís, que liderou a reistência do seu povo no século XVII, obrigando o então rei de Portugal a assinar com ele tratado de paz, firmado em 1692, mas descumprido por partes dos portugueses.
Como ocorria com muitos agupamentos nativos, seus descedentes passaram a ser conhecidos como kanindé, alusão ao chefe e a ancestralidade. Vieram da região do atual município de Mombaça, passaram por Quixada, pelas margens do rio Curu, entre os rios Quixeramobim e Banabuiú, junto aos seus parentes Jenipapos. Antes de alcançar sua morada atual. Sitio Fernandes em Aratuba

INCLUSÃO DIGITAL


BUSCANCANDO NOVOS CAMINHOS NO APRENDER INDÍGENA

A presença das Tecnologias da Comunicação e Informação (TICs) no campo educacional já não é mais motivo de contestação ou mesmo rejeição por parte de educadores e principalmente de alunos. Podemos até mesmo dizer que a ênfase atual é procurar cada vez mais descortinar novas possibilidades para a educação com o uso destas tecnologias, o que tem demandado uma atenção e investigação crescente de pesquisadores e estudiosos em geral. Dentro da variedade do campo educacional, o uso das TICs tem promovido mudanças tanto no modo de fazer, incidindo diretamente nas metodologias de ensino, como também na própria concepção inerente ao fazer pedagógico, implicando em novas concepções. A formação de professores também vem sendo atingida pela presença das TICs sendo inclusive alvo de políticas específicas, com a oferta de cursos e mesmo programas de formação. Este fato se deve à percepção de que as mudanças no campo educacional passam pela prática do professor e que este ocupa lugar de destaque no processo de ensino aprendizagem. Mesmo podendo considerar recente o uso das TICs na educação, já é possível vislumbrar alguns impactos que apontam para mudanças significativas no campo educacional.