sexta-feira, 6 de agosto de 2010

MISI PITAKAJÁ

O tão esperado momento pelos professores indígenas, diretores e liderança chegou, o inicio do curso superior dos povos pitaguary, tapeba, kanindé, jenipapo e anacé terá inicio no proximo dia 09/08/2010 na escola chuí do povo pitaguary no municipio de maracanaú, esse momento era esperado com muito anceio pelas comunidades pois é um fato histórico no ceará e paras as escolas indígenas terem professores com formação especifica para atuarem dento das escolas de seu povo.
A primeira disciplina a ser estudada é antropologia e educação escolar indigena que será ministrada pelos professores Babi fonteles e Cleber Saraiva abaixo cronograma de trabalho da primeira etapa.

Descrição do Conteúdo/Unidades 5.1. Carga
Horária
64 h
 O surgimento da Antropologia enquanto ciência.
 O processo de criação e organização das escolas Pitaguary,
Tapeba, Kanindé, Jenipapo-Kanindé e Anacé nas várias
comunidades.
 Contribuições da Antropologia para a compreensão dos
processos políticos-pedagógicos próprios da educação escolar
indígena.
 A Antropologia e suas contribuições na organização de escolas
orientadas às lutas indígenas, especialmente, a luta pela terra.
 Atividades de tempo-comunidade.
6. Metodologia de Ensino
- Fazer exposição de alguns temas;
- Desenvolver atividades de estudo de grupo;
- Leitura e análise individual e/coletiva de textos;
- Sessões de vídeo;
- Elaboração de Relatórios de Aula com intuito de registrar o percurso teórico feito e os
conteúdos dos encontros (aulas);
- Elaboração de “diário de bordo” e outras produções intelectuais dos cursistas.
7. Atividades do Professor-Cursista
- Coordenação, secretaria e co-gestão acadêmica e administrativa da etapa (disciplina);
- Leitura individual e coletiva de textos;
- Trabalhos em grupos;
- Elaboração de relatórios diários, em duplas;
- Elaboração de “diário de bordo” individual dos estudos realizados;
- Elaboração de uma “Carta dos Pitaguary, Tapeba, Kanindé, Jenipapo-Kanindé e Anacé
sobre a Educação Escolar Diferenciada”;
- Revisão dos Currículos das escolas, incorporando as questões estudadas na Disciplina,
especialmente a relação entre educação escolar diferenciada e luta pela demarcação da
terra indígena.
8. Avaliação (em preparação)
1. Marco político-pedagógico:
A avaliação nesta Disciplina tem como marco político-pedagógico o incentivo à autonomia
d@ estudante, expressa na produção das atividades sugeridas, o diagnóstico e a possibilidade
de reelaboração das atividades sugeridas.
2. Atividades:
a. Relatório de Aula
b. Seminários
c. Diário de Bordo
d. Apresentação de uma proposta de Currículo das escolas, incorporando as
questões estudadas na Disciplina.

quarta-feira, 9 de junho de 2010











A escola Kanindé vive em toda segunda semana de cada mês o chamado tempo comunidade, onde os alunos ficam fora da escola e realizando trabalhos na comunidade no dia 08/06/2010 foi realizado um séminário proposto pelos alunos do 3º ao 5º ano do ensino fundamental, o seminário teve como tema indentificação histórica do povo kanindé e sugimento da luta pela terra, onde foi realizada palestras de lideres da comunidade, em determinado momento do seminário cacique sotero se emociona e chora em ver o nivel de desevolvimento dos alunos e fala que ta muito feliz em ver que a escola, a educação que ta sendo dado aos pequenos da aldeia está sendo realmente a esparerado por ele como chefe da nação Kanindé

domingo, 6 de junho de 2010

Rodas de Histórias






A escola promove junto com as lideranção rodas de historia ao redor da fugueira um constume antigo do povo kanindé de estarem reunidos para convesar e se organizar para a luta, mas hoje tem outro objetivo, o de repassar a história para os novos da aldeia as historias contadas pelos velhos são da origem do povo sua luta conquistas e caçadas, nesta roda foi abordado o tema caçadas onde estavam presente dois caçadores do povo kanindé que relataram suas caçadas em busca de alimentos.

sexta-feira, 4 de junho de 2010


O Índio Renato, da etnia Potiguara, toma posse, hoje, na Câmara de Vereadores do Município de Crateús
Crateús. Esta cidade está prestes a se tornar o primeiro Município do Ceará a ter um índio na Câmara dos Vereadores. Renato Gomes da Costa, conhecido e registrado como Índio Renato, ficou na primeira suplência da coligação "Crateús Feliz e de Todos" ao obter 639 votos, na última eleição. Com a licença do vereador Adriano das Flores, ele assumirá uma cadeira na Câmara. A posse acontece hoje, na Escola Diferenciada Raízes Indígenas.

Não é à toa que a posse acontecerá na Escola. É ali onde estudam muitas crianças e adolescentes, remanescentes dos indígenas das etnias Potiguar, Kalabaça, Kariri, Tabajaras e Tupinambá. É também onde Renato leciona e pratica, junto com sua mãe, Helena, que é a diretora, alguns rituais, como o toré, conhecida dança indígena. Além disso, é no Conjunto São José, local em que a escola é situada, onde reside grande parte dos 2.210 índios existentes em Crateús, cadastrados pela Funai.

Renato Gomes tem 34 anos, nasceu em Crateús e é descendente dos índios Potiguara, do vizinho município de Novo Oriente. Herdou da mãe o orgulho pela sua origem e a atuação no movimento indígena. Ela atuou durante muitos anos no movimento indígena e exerceu forte liderança junto ao seu povo. Atuou ainda nas Comunidades Eclesiais de Base, movimento da Igreja Católica, como coordenadora. Esteve, inclusive, nos idos de 80, na Europa divulgando a Teologia da Libertação.

Hoje ele é quem representa a família e o seu povo no movimento indígena. É o presidente da Associação Raízes Indígenas dos Potiguara em Crateús (Arinpoc) e é o coordenador da Articulação dos Povos Indígenas Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (Apoinme). Devido a essas funções viaja pelo Brasil inteiro. Como vereador, pretende representar o povo indígena especialmente, mas também toda a população de Crateús.

"Para mim será um grande aprendizado, serei um aluno", diz, referindo-se à sua inexperiência na política parlamentar. "E jamais esconderei as minhas origens, pois tenho orgulho das minhas raízes e da nossa cultura". Ele usa acessórios que lembram a cultura indígena, como colares, brincos, pulseiras, diariamente, e em ocasiões especiais o cocar.

O presidente da Câmara Municipal, Márcio Cavalcante, considera a posse um fato histórico: "Ter na Câmara representantes do povo é um grande avanço, importante para a democracia", declara ele.

O prefeito do município, Carlos Felipe Bezerra, diz que "está sendo restituído um direito histórico com os índios, que são os verdadeiros donos desta terra" e sobre a grande votação do Índio Renato diz que "por meio da organização e mobilização as comunidades e classes conseguem os seus direitos".

"É válido experimentar pessoas de outras raças e saberes, pois às vezes fazem mais pelo povo do que os que têm experiência", diz a vendedora Cleide Araújo. O povo indígena está feliz e aguardando com muita expectativa a posse do seu representante e também a sua atuação durante estes quatro meses. Eliane Sousa, remanescente dos Kalabaça, acredita que o Índio Renato irá representar com dignidade e competência a nova função. "Ele vai ajudar ainda mais o seu povo, pois já ajuda muito". A tupinambá Maria de Fátima Ferreira diz que todas as etnias são unidas e que "ele vai melhorar a nossa vida, tenho certeza". Sua mãe, Helena, está feliz, porém temerosa. "É novo em nossa vida e o desconhecido sempre dá um pouco de medo".

Com todas essas opiniões e expectativas, Renato continua sua vida normalmente: dá aulas todos os dias na Escola Indígena, cursa História pela Universidade Vale do Acaraú (UVA), faz seus contatos como líder no movimento indígena, cria, junto com a esposa, os dois filhos e nos fins de semana vai para a Mambira, aldeia dos Potiguara, no Distrito de Ibiapaba

terça-feira, 1 de junho de 2010

Indios kanindé




conselheiros tutelares do municipio de Aratuba, visitam escola do povo kanindé e ficam supresos por não existir nenhum tipo de problemas envolvendo crianças e adolecentes da escola, e parabenizam a escola e a comunidade por estarem conduzindo as crianças e os adolecentes pelo caminho do bem, garantido que sua estadia na escola seja para aprendizado e não um passa tempo. aproveitaram a orportunidade e realizaram uma palestra com os alunos falando dos direitos e deveres da criança e do adolecente.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

chamando mocó

O povo Kanindé até os dias atuais vive da agricultura de subsistencia este videos mostra como caçamos para ter carne na panela.


MUSEU DOS KANINDÉ

O museu surgiu em 1996, nós tinha medo de falar que eram índio por causa das ameaças que nós sofria. Nossos pais diziam que era índio, depois que nós chegamos passei muito tempo juntando todos tipos de coisas dos meus pais e outros índios, quando eu vim eu já tinha muitas coisas, arrumei um local reservado e comecei a expor os materiais.É importante porque ele representa a história de nossos antepassados e nele está exposto todos os fatos ocorridos, pois retrata a cultura e a existência de nosso povo.Desde o passado até os instrumentos de caça, dança, e parte dos animais caçados pela comunidade. As caças existentes como o peba, o mocó, tamanduá, girita, gavião, tejo e outros que são de nossas alimentação.Os animais estão no museu, mas não são vivos, pois tiramos o couro deles e colocamos algumas inseticidas fracas mesmo, que tira o mau cheiro e mata alguns insetos existente.
Cacique Sotero.



A escola do povo Kanindé no municipio de Aratuba é a numero um em alfabetização na idade certa da rede estadual de ensino do estado do ceará, isso mostra o compromisso das comunidades indígenas com o desevolvimentos de seus curumins, a participação dos pais no convivio escolar juntos com seus filhos a dedicação dos professores empenho dos alunos e a proposta pedagógica da escola andam juntas, isso tem garantido o bom desenpenho dos alunos da escola manoel francisco dos santos, escola do povo kanindé.


A nova pedagogia de ensino implatado pela escola vem trazendo com sigo o resgate dos valores da familia do respeito ao proximo, pois hoje a escola funciona com 3 semanas de aulas normais com os conteúdos basicos garantidos por lei e 1 semana em suas casas e na aldeia desenvolvendo projetos de pesquisas tuotorados por professores e os próprios pais, com o tempo divido em tempo escola e tempo comunidade dessa maneiras os alunos tem contado direto com a natureza os velhos da aldeia e as familias todos envolvidos na busca e fortalecimento da cultura do povo e educação de qualidade para seus filhos.


no tempo comunidade onde os alunos ficam fora da escola toda a comunidade se torna um grande laboratório de pesquisa, onde os alunos desenvolvem atividades relacionadas a costumes, creças, plantas médicinais, dança, religião, terra e natureza tudo em forma de projeto de pesquisa dentro da aldeia e no final os alunos apresentam relatórios das atividades desenvolvidas durante os trabalhos.




quarta-feira, 30 de setembro de 2009


Nomeado no diario oficial do estado do ceará no ultimo dia 15 de setembro, o diretor da escola indígena do povo kanindé de Aratuba, o jovens Elenilson Kanindé estudante de história de 24 anos ganha eleições com uma aceitação de 96% dos votos validos.

origens



ORIGEM DOS KANINDÉ
A origem histórica da etnia kanindé de Aratuba remonta ao chefe Canindé, principal da tribo dos janduís, que liderou a reistência do seu povo no século XVII, obrigando o então rei de Portugal a assinar com ele tratado de paz, firmado em 1692, mas descumprido por partes dos portugueses.
Como ocorria com muitos agupamentos nativos, seus descedentes passaram a ser conhecidos como kanindé, alusão ao chefe e a ancestralidade. Vieram da região do atual município de Mombaça, passaram por Quixada, pelas margens do rio Curu, entre os rios Quixeramobim e Banabuiú, junto aos seus parentes Jenipapos. Antes de alcançar sua morada atual. Sitio Fernandes em Aratuba

INCLUSÃO DIGITAL


BUSCANCANDO NOVOS CAMINHOS NO APRENDER INDÍGENA

A presença das Tecnologias da Comunicação e Informação (TICs) no campo educacional já não é mais motivo de contestação ou mesmo rejeição por parte de educadores e principalmente de alunos. Podemos até mesmo dizer que a ênfase atual é procurar cada vez mais descortinar novas possibilidades para a educação com o uso destas tecnologias, o que tem demandado uma atenção e investigação crescente de pesquisadores e estudiosos em geral. Dentro da variedade do campo educacional, o uso das TICs tem promovido mudanças tanto no modo de fazer, incidindo diretamente nas metodologias de ensino, como também na própria concepção inerente ao fazer pedagógico, implicando em novas concepções. A formação de professores também vem sendo atingida pela presença das TICs sendo inclusive alvo de políticas específicas, com a oferta de cursos e mesmo programas de formação. Este fato se deve à percepção de que as mudanças no campo educacional passam pela prática do professor e que este ocupa lugar de destaque no processo de ensino aprendizagem. Mesmo podendo considerar recente o uso das TICs na educação, já é possível vislumbrar alguns impactos que apontam para mudanças significativas no campo educacional.